Press - Interviews
05th November 2001
Interview for Metal Machine

Níveis de esquizofrenia

Os ThanatoSchizo constituem a principal confirmação nacional, no que respeita a sonoridades extremas. Depois do EP «Melégnia», é chegada a vez da estreia, em formato longa duração. «Schizo Level» é o disco que vem solidificar a carreira de uma banda que promete muito mais ainda no futuro. Guilhermino Martins, um dos fundadores de ThanatoSchizo, falou connosco, via telefone, sobre a novidade.

Diferenças entre este álbum e o EP «Melégnia» de 1999?
No fundo, residem no nível de profissionalismo que empregamos no novo trabalho. Para dar um pequeno exemplo, posso dizer que, aquando do EP [N.R. com seis temas], estivemos em estúdio cerca de dois dias e meio, enquanto que neste álbum desfrutamos de um mês...De qualquer forma, a principal diferença está na composição, ou melhor, no grau de maturidade que atingimos para gravar este disco.

De qualquer forma, registou-se a entrada de novos músicos...
Digamos que foi uma troca bastante natural. Cerca de três meses antes de entrarmos em estúdio, vimo-nos obrigados a prescindir dos serviços do anterior vocalista. No seu lugar, ficou o nosso "roadie" que é também um amigo de longa data e cuja filosofia de vida se enquadrava no espirito da banda. Relativamente ao teclista e voz feminina, que gravaram o EP, passaram a ser membros efectivos da banda. Por último e, devido a doença grave, o nosso baixista teve que abandonar a banda, daí que tivesse sido eu o responsável pela gravação de todas as linhas de baixo.

Essas alterações vieram contribuir para uma melhor sonoridade?
Eu acho que sim. Nós sempre fomos abertos em termos de composição, ou seja, nunca houve grandes limitações e isso percebe-se no álbum. Aliás, consideramo-nos muito open minded mesmo em termos de influências, o que quer dizer que não estão ligadas apenas ao metal. Devo referir ainda, que até haver esta mini-revolução interna, havia alguns conflitos de egos, precisamente porque a banda não conseguia evoluir...

Já agora, define-me o vosso estilo?
Pessoalmente, considero ser Schizo Metal ou se preferires, Dark Metal na sua vertente mais esquizofrénica e evoluída, ao ponto de conter novas influências...

Influências... quais são?
Existem e existirão sempre. O próprio Ozzy Osbourne que é o padrão do Heavy Metal, afirmou uma vez que nesta sonoridade, nada se cria...tudo se transforma. Nós também somos influenciados por algumas bandas, mas temos a capacidade de as deixar fora da sala de ensaios de uma forma consciente. Agora, é óbvio que inconscientemente, algumas ideias vêm do nosso subconsciente...

Como e quando é que surgiu o contrato com a independente nacional Misdeed Records?
Nós sempre estivemos em contacto com as pessoas da Misdeed Records, mesmo antes dela existir, até porque essas pessoas estão ligadas ao meio musical do Heavy Metal. Quando saiu o EP, esses contactos foram ficando mais estreitos, ao ponto de já haver algumas ideias relativamente à editora e a um possível lançamento de um trabalho nosso. Foi isso que aconteceu, depois de termos aceite o contrato que nos foi proposto por eles, e que diga-se, foi dos mais sérios...

Como é que foram as vendas do EP?
Bom, se tivermos em conta que foi uma edição de autor, com distribuição feita apenas em Portugal e que em seis meses vendeu cerca de mil e quinhentas cópias, creio que o resultado é positivo. De qualquer forma, fizemos uma segunda edição de igual número para o mercado europeu. No geral, e tendo em conta que serviu de cartão de visita, creio que atingiu os seus objectivos.

Certamente, vocês esperam muito mais deste novo trabalho, até porque se trata de um longa duração?
Antes de mais, este CD corresponde a mais um passo evolutivo da nossa carreira. Esperamos como é óbvio, obter um maior reconhecimento e sermos mais respeitados pelo que fazemos, independentemente do estilo que tocamos.

A distribuição deste disco resume-se ao território nacional ou inclui a Europa?
A editora está a tratar do licenciamento do nosso álbum em todo o mundo. Posso dizer que existem discos nossos no Japão, Escócia, antiga União Soviética, etc. Dentro em breve, creio que estará à venda em qualquer circuito musical...

Pela segunda vez, vocês foram aos estúdios Rec ‘N’ Roll...
Foi uma opção bastante óbvia. Em Portugal, quando se fala em gravações de "Metal", são mesmo os melhores estúdios. Para além disso, temos o Luís Barros que é baterista dos Tarantula e é um grande amigo nosso e que entende precisamente aquilo que queremos transmitir.

Existem planos para uma digressão?
Já conversamos com a nossa editora e muito brevemente vamos estar na estrada a promover este disco o máximo possível. Já agora, aproveito para dizer que adorávamos ir aí aos Açores...aliás, disse isso mesmo alguns dias atrás numa entrevista a um jornal aí das ilhas...

Consta que vocês são muito enérgicos em palco?
Sim, é verdade! Repara que quando actuamos perante uma plateia que está reagir da melhor maneira, isso faz-nos sentir bem e as coisas atingem níveis por vezes extremos...

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