Press - Interviews
11th July 2005
Interview for Lusitania de Peso Blog

Falamos com os TSO, talvez a banda mais supreendente do esprecto nacional do Metal Luso, demos voz a algumas curiosidades, que foram respondidas pela voz feminina da banda, Patricia Rodrigues. Ser uma entrevista publicada em três partes:

1 - O vosso álbum já saiu há bastante tempo e com certeza que já tens uma distância considerável do mesmo para poderes fazer uma autocrítica mais real. Queres fazê-la?
Patrícia:
Continuo a achar que este é o melhor trabalho da banda até ao momento. Evidentemente que se fosse neste momento para estúdio, haveriam muitas coisas que mudaria e estou certa que os outros elementos fariam igualmente algumas modificações. No entanto, estamos francamente satisfeitos com o resultado que obtivemos. Turbulence foi o fruto de um árduo trabalho, de uma evolução natural e de um convergir de emoções individuais para o colectivo.

2 - Pensas que este álbum foi bem recebido pelos fãs?
Patrícia:
Sem dúvida! As pessoas que já apreciavam o som praticado por ThanatoSchizO gostaram bastante da nossa evolução e da surpresa que lhes causou o novo álbum. Com este trabalho também conseguimos chamar a atenção de outras pessoas que não nos conheciam bem ou que não apreciavam tanto os trabalhos anteriores e isso é sempre algo bastante positivo.

3 - Como estão a correr as vendas, atendendo também à recente mudança de editora?
Patrícia:
As vendas correm bem, felizmente. No plano nacional, devo dizer que as vendas têm sido bastante satisfatórias e dentro do que estava previsto. Internacionalmente, a Pandemonium ainda está a começar a promover o álbum, a contactar possíveis distribuidoras e a dar continuação a todo o processo de comercialização do mesmo.

4 - Uma coisa que tenho notado é que não dão concertos com muita frequência. Esta é uma opção vossa?
Patrícia:
Sim, é algo que optámos naturalmente por decidir fazer, tendo em conta que agora estamos num patamar em que o público exige de nós certos requisitos. Em início de carreira tocávamos 4/5 por mês, porque nos apercebemos que desse modo iríamos ganhar as munições necessárias para evoluirmos e amadurecemos. Desse modo, tocámos sem grandes condições logísticas. Mais tarde e chegada a altura de subir a fasquia, começámos a ser mais selectivos quanto às propostas que nos iam aparecendo. Actualmente preocupamo-nos ainda mais com a qualidade das condições apresentadas (como o som, por exemplo) em cada concerto. Contudo, desde que nos ofereçam condições decentes para tocar, lá estaremos com toda a certeza!

5 – Qual o b alanço de tantos anos de carreira, 2 demos e 3 álbuns?
Patrícia:
Um balanço certamente positivo. Creio termos construído uma vida em paralelo com a nossa própria. ThanatoSchizO é, sem dúvida, uma forma de vivermos uma experiência enriquecedora, não só musicalmente como também vivencialmente. No seio dela aprendemos a gerir uma série de conceitos abstractos e também reais. Estou certa de que juntos continuaremos a crescer e a criar música que, acima de tudo, nos agrada!

6 – Quais são as p rincipais influências de ThanatoSchizO? Alguns acusam-vos de ter influências de Cradle of Filth ou mesmo Iron Maiden e eu ainda continuo a tentar encontrar algo assim parecido na vossa música.
Patrícia:
A única coisa que me apetece fazer quando leio esse género de comparações é rir-me. Cada banda tem valor dentro do seu género, mas não estamos aqui para seguir um caminho já percorrido por outrem. É claro que no mundo da arte é muito difícil criar algo verdadeiramente original. Já foi criado de tudo e quem consegue descobrir uma fórmula que ainda não foi explorada, é um génio.
Nós não temos algo a que possamos chamar “principais influências” e a razão para isso é extremamente simples: cada elemento ouve bandas muito diferentes e cada um gosta de estilos variados de música. Somos todos muito abertos em termos musicais e é precisamente da nossa diversidade que nasce um som tão próprio e que alguns sentem necessidade de catalogar para não se sentirem tão perdidos, mesmo que isso signifique rotularem-nos erradamente. Neste momento ocorre-me que quem afirma termos influências de certas bandas que nem sequer fazem parte da nossa playlist das duas uma: ou não tem conhecimentos musicais (ou se os tem, são limitados) ou então não ouviu bem a música que tocamos.

7 - Queres dizer qual o papel de cada membro na banda?
Patrícia:
Nos teclados temos o Filipe, no baixo o Miguel, na bateria o Paulo, nas guitarras o Guilhermino e o Eduardo. As vozes estão igualmente a cargo dele e de mim. No que diz respeito à composição dos temas, estes são trabalhados dentro da sala de ensaios, tendo a participação de todos os elementos acima mencionados. Deste modo conseguimos uma mistura explosiva de estilos, uma vez que cada elemento ouve diferenciados tipos de música e isso ajuda à variedade do que podes encontrar num trabalho de ThanatoSchizO.

8 - Como vês o facto de muitos músicos terem vários projectos ao mesmo tempo?
Patrícia:
Parece-me que é algo perfeitamente salutar desde que uns não interfiram com os outros. O simples facto de um músico poder tocar ainda mais tempo é, por si só, um ponto positivo em ter mais de um projecto. Dá-lhe experiência a vários níveis e ajuda a alargar novos horizontes.

9 - Como achas q está a "cena" em Portugal?
Patrícia:
Numa palavra: sinto-a a fervilhar. Creio que ultimamente têm surgido bandas com bastante qualidade e que tiram a Portugal o rótulo de fazer música medíocre. Claro que ainda existem muitas bandas que não têm bem noção do que é preciso ter para se singrar neste meio, mas um dia aprenderão às suas próprias custas. Algo que ajuda bastante a que a “cena” esteja cada vez mais saudável e activa, é o facto de existirem eventos como o Festival Alta Tensão que leva o estilo mais pesado da música aos sítios mais inesperados e negligenciados do país. A entrada é gratuita, as bandas são muito boas e para todos os gostos, por isso não há motivos para que um apreciador de boa música não possa aparecer e apoiar o evento. Só a presença do público pode fomentar o crescimento de um movimento mais forte do metal!

10 – ThanatoSchizO tem alguns p rojectos para o futuro? Está planeada alguma digressão pelo estrangeiro?
Patrícia:
O projecto assim mais imediato que temos em mente é a elaboração de temas que constarão no novo álbum. Essa é, neste momento, a nossa prioridade em termos de projectos. Entretanto iremos realizar mais alguns concertos de promoção ao Turbulence . Quanto à possível digressão pelo estrangeiro, já recebemos algumas propostas, mas nenhuma foi suficientemente satisfatória. Aguardamos, pois, oportunidades melhores. Talvez com a nova editora, uma boa oportunidade surja.

11 - Sendo vós uma das poucas bandas que se atrevem a dar concertos semi-acústicos (e ainda por cima nas lojas Fnac), existe a possibilidade de sair algum álbum semi-acústico?
Patrícia:
Por acaso já pensámos e ponderámos essa hipótese várias vezes desde a primeira vez que optámos por esse formato. Isso foi já há cerca de 2 anos. Porém, ainda não se reuniram as condições necessárias para a realização desse grande sonho. Pode estar para breve ou talvez não, mas creio que posso garantir que não há-de ficar por ver a luz do dia.

12 – Algumas palavras finais?
Patrícia:
Aconselho os leitores desta entrevista a visitar www.thanatoschizo.com e a se prepararem para ser invadidos por uma turbulência interior. Para quem já nos conhece e apoia, o nosso muito obrigado! Obrigada também a ti

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