Press - Interviews
12th August 2006
Interview for Subsolo fanzine

Click for a larger view1. Como se iniciou a vossa carreira?
Começámos em 1998, na época com a designação Thanatos. Três elementos transitaram de uma anterior banda de versões – fundada 3 anos antes com o objectivo de (literalmente) aprendermos a tocar – e a partir daí resolvemos começar a compor os nossos própriostemas, sempre motivados por criar algo único. A partir daí gravámos a nossa primeira demo e começámos a tocar por todo o país.

2. Disseram que o vosso primeiro EP era estranho, porquê?
O EP Melégnia é, de facto, muito sui-generis e, analisando-o a esta distância temporal (favorecedora de um maior esclarecimento mental) é impossível não perceber a nossa inocência musical aquando da sua gravação. Ainda assim é um registo que muito nos orgulha. O facto de ser impossível compartimentar em qualquer subgénero levou a reacções bem díspares ao seu conteúdo. Os mais extremistas defendiam até não se tratar de um registo de metal. Felizmente, a maioria apaixonou-se por aquele universo tão... esquizofrénico. E a prova disso foi o facto deste lançamento nos ter aberto uma série de portas e dado origem à assinatura do contrato para o nosso primeiro álbum de longa duração.

Click for a larger view3. Lançaram o vosso primeiro álbum Schizo Level em 2001, este teve um enorme sucesso, aumentando o vosso público, de que falavam neste álbum?
Teve de facto um bom reconhecimento. Presumo que a forma tão pouco ortodoxa como compusemos aqueles temas permitiram que o registo agradasse a tanta gente. O álbum relata a segunda parte da saga de Suturn – iniciada no EP Melégnia –, uma personagem fictícia, detentora de uma percepção extra-sensorial, que deambulava por um mundo decadente, obscuro e assaz cruel.

4. Em 2003, saiu o vosso segundo álbum, este já com um som um pouco diferente, mas mesmo assim muito bom, como foi trabalhar com a editora inglesa Rage of Achilles Records?
O nosso objectivo passava por explorar outros caminhos que adoramos e que estavam ainda fora do espectro de ThanatoSchizO. Percebe-se perfeitamente o salto a nível de maturidade e é óbvia a inclinação mais doom dos temas. A Rage of Achilles detinha um catálogo muito bom, cheio de carisma e qualidade e acabámos por assinar, na certeza de que fariam um excelente trabalho de promoção. E assim foi! InsomniousNightLift chegou aos quatro cantos do mundo e o nome da banda foi extremamente badalado nas mais diversas publicações especializadas. Porém, na fase em que nos preparávamos para gravar o terceiro álbum (Turbulence), a editora comunicou-nos o seu fim e as coisas ficaram por aí. Foi uma relação muito positiva... enquanto durou. Pessoalmente penso que a extrema qualidade das bandas do roster ditaram o seu fim prematuro. Era uma editora que apostava em bandas tipicamente à frente no seu tempo, logo incompreendidas na maior parte dos casos.

5. No ano seguinte já trabalharam com uma editora diferente e desta vez em Portugal, neste vosso álbum nota-se que o vosso trabalho é cada vez melhor, como caracterizam este trabalho?
A editora nacional Misdeed Records mantém-se desde o primeiro álbum. Para o resto do mundo é que fomos mudando de editoras. Turbulence é o culminar de um processo de composição aprimorado por centenas de concertos que nos permitiram criar temas que conjugavam o nosso toque esotérico bem característico com uma forte intensidade live que há muito procurávamos em estúdio.

6. Em finais de 2004 foram considerados a segunda melhor banda de Portugal, e o vosso último trabalho como o melhor álbum, como se sentiram vocês com a notícia?
Honestamente falando, não ligamos muito a essas coisas. É sempre bom reparar que estes anos de luta e dedicação vão sendo reconhecidos, mas nós fazemos essencialmente música para nós próprios. É lógico que ficamos felizes, mas temos os pés bem assentes no chão e sabemos como estas coisas são efémeras.

7. O novo álbum está para vir?
Estamos a meio do processo de composição. Em breve vamos começar a primeira pré-produção de alguns temas, com vista a aprimorar os arranjos e permitir aos vocalistas iniciarem o seu trabalho. Contamos gravá-lo a partir do fim do ano e editá-lo em meados de 2007. Quanto à orientação musical... espera o inesperado, para não

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