Press - Interviews
28th June 2008
Interview for Jornal Metal GDL

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“Zoom Code” é o mais recente trabalho e representa o quarto longa-duração. Até agora, como têm sido as reacções a ele?
Muito boas, especialmente a nível internacional. Penso que, finalmente, a globalidade das pessoas percebeu que não somos uma banda de fácil catalogação e penso que toda a experiência acumulada permitiu-nos compor o nosso álbum mais personalizado de sempre.

Valeu a pena o tempo de espera na composição e preparação até ao lançamento deste álbum? Como decorreu a fase de gravação?
Foi o tempo necessário. Estivemos basicamente 8 meses fechados na sala de ensaios a compor este material. Depois tivemos uma pré-produção que durou cerca de meio ano e, finalmente, entrámos nos Rec’n’Roll Studios para a gravação final. O processo decorreu normalmente, já é o quinto lançamento que registamos nestes estúdios e o ambiente é sempre bastante positivo.

Como está a ser a distribuição/ divulgação a nível internacional do álbum e também da própria banda? Como é a relação com a My Kingdom?
Até agora a My Kingdom Music está a cumprir tudo o que foi acordado. O álbum está à venda em praticamente todo o mundo e, progressivamente, vamos recebendo o feedback deste lançamento além fronteiras. Estamos, por ora, satisfeitos!

Com “Zoom Code”, os ThanatoSchizO atingiram a maturidade e definitivamente solidificaram a diferença a nível de sonoridade e identidade. Qual a vossa opinião?
É precisamente essa a nossa ideia sobre o novo álbum. Acho que este CD acaba por representar o nosso manifesto de independência artística em relação ao que se faz no mundo do metal actualmente. Penso que isso também partiu da nossa consciencialização de que, definitivamente, não somos uma banda consensual e de fácil digestão.

A evolução criativa sempre marcou o som dos ThanatoSchizO ao longo dos anos, cada CD vosso marca a diferença para o anterior. Como é em termos de composição? As coisas funcionam sempre da mesma forma? Falem-nos um pouco sobre esse processo.
Em cada álbum há sempre algo novo a acontecer em termos de composição. Na altura em que compusemos o primeiro longa duração, Schizo Level, vínhamos de uma mudança de elementos (e de nome) e algum do material já estava, inclusivamente escrito. Quando começámos a preparar o material para InsomniousNightLift foi óbvia a necessidade de aproveitar as composições do Eduardo – que até aí assumia apenas o papel de vocalista – na guitarra acústica. No álbum seguinte – Turbulence –, o Eduardo passou a tocar guitarra eléctrica e, talvez por isso, o registo soe tão forte e mais directo em termos sonoros. De qualquer forma, nesta banda, a composição decorre na sala de ensaios e não num qualquer computador, pelo que há a intervenção de todos os elementos durante esse processo. No novo álbum, mais do que nunca, houve uma envolvência colectiva que se desenvolveu a partir de um riff de guitarra, uma melodia de teclado ou um pattern de bateria

Como tem sido o percurso da banda até aos dias de hoje? Não deve ser fácil em certos aspectos para uma banda sedeada em Trás-os-Montes.
Nós tratamos de facilitar o que, potencialmente, poderia ser difícil. Acima de tudo, prestamos uma enorme dedicação a esta banda e, isso, por si só, acaba por abrir uma série de portas. É claro que nem tudo foram rosas, nomeadamente nos tempos iniciais em que, por não sermos de uma grande região urbana do Litoral (como Lisboa ou Porto) foi algo difícil conseguir provar o nosso valor e a forma séria e dedicada como encarávamos a nossa

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